23/11/2016 às 08h16min - Atualizada em 23/11/2016 às 08h16min

Promoção de tenente é barrada e doze são suspensos após morte de aluno-bombeiro

Rdnews
G1 MT

O comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Júlio César Rodrigues comunicou à imprensa, na tarde desta terça (22), que a corporação decidiu suspender por hora a promoção a capitão, da tenente Isadora Ledur. Ela é suspeita de perseguir e torturar o aluno do curso de formação de soldados, Rodrigo Patrício Lima, 21 anos, que morreu no dia 16 de novembro, após ficar em coma em virtude do treinamento conduzido pela oficial, na Lagoa Trevisan.

A promoção da tenente ocorreria no dia 2 de dezembro, mas o comandante explicou que a corporação decidiu esperar o resultado do inquérito policial militar. “A comissão de promoção de oficiais, decidiu aguardar o resultado das investigações. Assim se não houver culpabilidade ela não terá prejuízos”, frisa.

Está é a segunda vez que a tenente é denunciada por pressão psicológica contra alunos. No curso anterior, houve uma denuncia anônima contra a oficial, entretanto, conforme o comandante nada foi comprovado. “

Também pesou contra a tenente o fato de ela ter sido denunciada, no curso anterior, de fazer pressão psicológica contra alunos. Neste caso, nada ficou comprovado contra ela e a denúncia foi arquivada.

Além dela, outros sete militares envolvidos no exercício foram afastados de suas atividades e cumprem atualmente funções administrativas. De acordo com o coronel Júlio Cézar, a medida foi adotada para garantir a lisura do procedimento. Ele explica que, na primeira denúncia feita contra a tenente, não foi constatada nenhuma irregularidade, motivo pelo qual ela foi escalada novamente para o treinamento. No entanto, diante de um segundo processo, se for comprovado algum tipo de responsabilidade sobre a morte do jovem, Isadora provavelmente não será chamada para os próximos cursos.

Durante a coletiva de imprensa, o coronel reforçou que a tenente não deve ser considerada como culpada antes que as investigações sejam finalizadas. “Nós não comungamos com esse tipo de atitude. Vivemos em um estado de direito no qual o acusado é inocente até que se prove o contrário. Temos que dar pelo menos o benefício da dúvida à tenente”.

Omissão de socorro

O comandante alegou que, apesar de não haver ambulância para acompanhar o treinamento com 37 alunos, havia um carro de apoio da corporação. Ele alega que só não foi usado porque o aluno não teria informado aos superiores sua situação.
Em decorrência das investigações, 5 oficiais e 7 praças, que atuam na Diretoria de Ensino da Corporação, foram afastados até a conclusão do IPM. O coronel Bombeiro Alessandro Borges Ferreira, responsável pelo IPM, espera concluir a investigação até no máximo 20 de dezembro. "Garanto que todos os 36 alunos da turma serão ouvidos e que o nosso objetivo é esclarecer todos os fatos que ocorreram durante o treinamento. Poderá, inclusive, haver uma reconstituição dos fatos", afirma.

Sobre a possibilidade de haver divergências ao final da conclusão do IPM e o Inquérito da Polícia Civil, sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na opinião do comandante, o que deve ser considerado é a apuração da corporação, por entender se tratar de fato ocorrido durante treinamento e por isso ser da esfera militar.


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