30/10/2016 às 16h46min - Atualizada em 30/10/2016 às 16h46min

PF realiza operação contra grilagem de terras da União no Norte Araguaia

Agência da Notícia

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira em Mato Grosso a Operação Pluma, com o objetivo de coibir a prática de grilagem de terras da União e vários crimes vinculados como contra a vida, administração pública, meio ambiente, corrupção, peculato, prevaricação, extorsão e ameaça.

Foram expedidos18 mandados de prisão temporária, 24 mandados de busca e apreensão e a determinação de seqüestro de bens e valores dos envolvidos. Dentre os mandados de prisão estão sete servidores públicos, sendo que seis deles são oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso, dois da Reserva e uma tabeliã.

As investigações levaram a uma organização criminosa com ramificações em outros Estados como Goiás e Minas Gerais, que utilizava diversos meios para obter terras a baixos custos e revendê-las posteriormente. A área de atuação eram os municípios do “Vale do Araguaia”, destacando-se a atuação em Vila Rica, Santa Cruz do Xingu, Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia, entretanto, também contribuíram para o fomento das atividades criminosas empresários, supostos policiais militares e pistoleiros do Estado de Goiás e financiadores do Distrito Federal, todos interessados nas vastas e producentes áreas de terra da região.

O grupo atuava de três formas distintas. Uma delas é pela grilagem de terras e extração de insumos vegetais da área da reserva indígena Maraiwatsede. Também pela expulsão de assentados de áreas já destinadas à reforma agrária e posterior emissão de títulos de domínio falsos, sempre com o claro intento de obter indenização do poder público pela desapropriação de áreas inexistentes.

Por fim, a promoção de temor entre pequenos e médios fazendeiros da região com dois objetivos distintos: fazer pressão e extorquir estes produtores para que vendessem seus imóveis a preço bem inferior ao praticado no mercado, sendo estes revendidos a grandes empresários de Goiás por justo preço e comercializar serviços de segurança privada a serem realizados por pistoleiros e policiais militares lotados na região. Neste último caso, por vezes, com o uso indevido de recursos humanos e materiais da corporação policial.
 


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