29/10/2016 às 16h28min - Atualizada em 29/10/2016 às 16h28min

Projeto vai formar indígenas como condutores turísticos e fomentar visita ao povo Xavante

Olhar Direto

Promover o etnoturismo e, dessa forma, levar fontes de renda aos indígenas de São Marcos é o objetivo do projeto “X-Avante”, realizado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e com a Associação Cena Onze. Juntas, essas instituições vão formar profissionalmente os indígenas como condutores de turismo.

Nesta semana, o líder xavante Xisto Tserenhi’ru Tserenhimi’rami se reuniu com o titular da Setas, Valdiney Arruda, e o diretor da Associação Cena Onze, Flávio Ferreira, para tratar das demandas da população indígena de Mato Grosso. De acordo com a assessoria, a primeira turma já começa este ano, e irá multiplicar as práticas de receptividade, hotelaria e gastronomia, aprendidos durante o curso, que será ministrado na Terra Indígena São Marcos, de Barra do Garças (500 km de Cuiabá).

“O objetivo é realizar a inclusão social e produtiva dessa população. Queremos avançar na nossa construção coletiva de dentro para fora das comunidades, atendendo as especificidades de cada povo, preservando a sua cultura e o modo tradicional de vida”, afirmou o secretário Valdiney de Arruda.

Os indígenas poderão assistir às aulas dentro das comunidades e também no campus da Unemat de Nova Xavantina por meio do Projeto de Extensão e Pesquisa de Praticas Interdisciplinares do Turismo. Os alunos terão formação em condutores de turismo e, além disso, aprenderão habilidades de comunicação visual e abastecimento de mídias sociais na Agência Escola de Turismo.

Para o líder XistoTserenhi’ru, é perceptível a vontade da população em conhecer a aldeia, por isso a capacitação é tão necessária: “Às vezes na aldeia não temos condições de mostrar quem somos. Precisamos da formação técnica, mas também dar atenção ao que é da aldeia, ter monitores de lá nesse projeto”, afirma.

“A nossa meta é articular e trazer esse público para a visibilidade social. Fazer a inclusão sócio produtiva”, afirma Valdiney de Arruda. Também serão realizados serviços de cidadania dentro das comunidades, como o registro civil e o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).


Notícias Relacionadas »
Comentários »

Com UTIs lotadas, Barra do Garças deve ou não aderir lockdown? 3 pacientes aguardam vagas

74.1%
24.5%
1.4%