09/07/2012 às 16h34min - Atualizada em 09/07/2012 às 16h34min

Riva quer informações detalhadas sobre projetos ferroviários

ALMT
ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), solicitou ao Governo do Estado informações sobre os projetos ferroviários a serem implementados em Mato Grosso. O parlamentar deseja saber quais os critérios adotados para a construção de ferrovias e quais os benefícios que serão colhidos diante dos empreendimentos.

A preocupação do presidente da AL é justificada de acordo com o estudo feito pela Assembleia Legislativa, que constatou o Porto de Barcarena como o mais viável à exportação da produção mato-grossense. Instalado a 30 quilômetros de Belém, no Pará, esse porto está entre os três melhores do mundo, com capacidade para receber navios de grande porte, de até 60 mil toneladas, com profundidade de 18 e 20 metros e está preparado para exportar duas mil toneladas de bauxita por hora.

Diferente do projeto do Governo do Estado, que trabalha pela conclusão da BR-163, num trecho de 800 quilômetros de asfalto e quer construir uma linha férrea paralela à BR-163, para facilitar o escoamento da produção através do Porto de Santarém. Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apontaram que essa via de escoamento é viável economicamente somente até Sorriso, num percurso de 1.740 quilômetros de ferrovia.

Outro entrave para investimento na ferrovia de Cuiabá a Santarém é que esse porto recebe somente navios de até 18 mil toneladas, com profundidade de 9 e 15 metros. E tem capacidade de transportar três milhões de toneladas, do total de 85 milhões de toneladas produzidos em Mato Grosso. Outro agravante é que, embora a ferrovia totalize 1.400 quilômetros, para a carga chegar até esse porto tem que percorrer mais 720 quilômetros de balsa, encarecendo ainda mais o frete.

A pesquisa, encomendada por Riva, demonstrou também que com investimentos de logística para o escoamento através do Porto de Barcarena, é plenamente viável a rota da Ferrovia Leste-Oeste, a Fico, num traçado que interligaria a Região Araguaia. Saindo de Água Boa até o Porto de Barcarena, totalizando 1.660 quilômetros de ferrovia, que, segundo Riva, pode ser construída por meio de Parcerias Publico Privadas (PPP´s).

Outra vantagem é que essa região, que sofre com a falta de infraestrutura adequada, possui quatro milhões de hectares prontos para entrar na produção agrícola de Mato Grosso, que já conta com 6 milhões de hectares de área plantada. Devido à capacidade do Porto de Barcarena, a Bunge Alimentos está construindo uma grande fábrica de adubos próximo a esse complexo.

Também já está em andamento um projeto do Governo Federal para a construção da Ferrovia 354, saindo de Ilhéus, na Bahia, a Vilhena, em Rondônia. A expectativa é que a linha férrea chegue até o Peru. Essa rodovia vai passar por Água Boa, sendo uma opção a mais para a exportação da produção.

O estudo apontou também que a FICO promoverá à integração de Mato Grosso por oferecer cinco opções para o escoamento. São elas: Porto de Barcarena, Porto Itaqui, Ferrovia do Aço, que liga Carajás a São Luís no Maranhão, e as rodovias BR-158 e PA-140. Além de interligar a todos os portos do Nordeste brasileiro.

“Essa é uma alternativa que vamos discutir à exaustão. Pois, é viável economicamente, vai alavancar o desenvolvimento no Araguaia e reduzir o custo do frete e do tempo no transporte. Além disso, não dependerá de recursos do governo porque pode ser feito por meio de PPP´s”, destaca o parlamentar.

Nesta semana, o governador Silval Barbosa (PMDB) apresentou o projeto da ferrovia Cuiabá/Santarém na China. E assinou carta de intenção com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) para construir a ferrovia. Silval teve o aval do banco, que se comprometeu a emprestar US$ 10 bilhões. Em contrapartida, produtos e serviços terão de ser importados da China.  


Notícias Relacionadas »
Comentários »

Se a empresa de Água continuar com serviço irregular, o que deve ser feito pelo prefeito? Deixê a sua opinião internauta

2.5%
3.7%
19.3%
74.5%