16/10/2016 às 16h41min - Atualizada em 16/10/2016 às 16h41min

Irmão de italiano assassinado em MT está vindo ao Brasil acompanhar investigação

Uol Notícias
Reprodução

Um irmão do pecuarista Alessandro Carrega Dal Pozzo, 66 anos, assassinado no Mato Grosso, está chegando ao Brasil nesta semana com objetivo de acompanhar as investigações sobre a morte do irmão. Ele se dirigirá para a cidade de Barra do Garças onde Alessandro tinha propriedades e foi assassinado com vários tiros no início do mês de agosto.

As informações são do advogado Rafael Rabaioli, contratado pela família do italiano para acompanhar o caso. O advogado disse também que a única filha do empresário, uma garota de 11 anos, está sob tutela do Estado. Pozzo possuía diversas propriedades no Uruguai e no Brasil, e se separou recentemente da mulher.

Por ter cidadania italiana, o consulado da Itália em São Paulo, que acompanha o caso, solicitou ao governo do Mato Grosso que acelere as investigações para apurar as causas que levaram ao assassinato do empresário e chegou a oferecer apoio com a Polícia Italiana. A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura, que possui sede em Barra do Garças, também cobrou providências das autoridades para o esclarecimento do crime.

"Enquanto a polícia não avançar nas investigações, não podemos também dar mais detalhes do caso. Há mais de uma linha de investigação no inquérito que está sendo conduzido pela polícia", disse o advogado.

Prisão

Na quinta-feira (13/10), a Justiça do Mato Grosso decretou a prisão temporária por 30 dias de um casal suspeito de participação no assassinato do pecuarista o italiano Alessandro Carrega Dal Pozzo, 66. O casal foi detido após dois meses de investigações. Os nomes não foram revelados.

O corpo de Pozzo foi encontrado em sua casa, em Barra do Garças (MT), distante 515 quilômetros de Cuiabá, em 2 de agosto, em avançado estado de decomposição, com dois projéteis alojados na altura do tórax. A residência fica próxima a uma área de mata.

O local onde o corpo foi encontrado é próximo ao templo do "Vale do Amanhecer", localizado no bairro Jardim Amazônia, no município. Até a sua identificação, o corpo encontrado foi considerado como indigente pela polícia.

O pedido de prisão foi feito pelo delegado adjunto de Barra do Garças, Adriano Alencar, que investiga o caso desde que o corpo do empresário foi identificado. Alencar disse que os nomes do homem e da mulher, bem como informações relativas ao caso, estão sob sigilo e não serão divulgados até o avanço das apurações.

Segundo o delegado, a prisão do casal foi necessária para não atrapalhar as investigações. "Assim que for concluído o inquérito, poderei dar mais detalhes, inclusive, a identidade dos suspeitos, caso seja confirmado o envolvimento deles", disse Alencar.


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