07/10/2016 às 18h54min - Atualizada em 07/10/2016 às 18h54min

Bandidos se passavam por médicos para aplicar golpes

Midia News
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Sete pessoas acusadas de aplicar golpe em parentes de pacientes internados para tratamento de saúde foram presas, em Rondonópolis (212 km ao Sul), na operação “Prontuário”, deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Pará, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso.

De acordo com a delegada Karina Correia Figueiredo Campelo, da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT), de Belém (PA), as investigações começaram em junho, com registros de boletins de ocorrências de vítimas que relatavam ter recebido telefonemas de pessoas se identificando como médicos, informando sobre a necessidade de exames de urgências para parentes internados em Unidades de Tratamento Intensivos (UTI) do Estado.

“Foi iniciada a investigação e identificamos que todos os componentes eram de Rondonópolis. Em seguida, representei pela prisão temporária, preventiva e buscas”, explicou.

Os suspeitos identificados nas investigações são três presidiários da Penitenciária Regional da Mata Grande.

Do lado de fora, eles contavam com apoio de outras quatro pessoas - dois homens e duas mulheres. Uma delas, grávida, é esposa de um dos presidiários.

A organização criminosa enganou pelo menos dez vítimas, identificadas até o momento nas investigações. Conforme a delegada Karina Correia, parentes de pacientes internados em UTIs no Estado do Pará efetuaram depósitos entre R$ 1,5 mil a 3 mil, depois de receberem telefonemas de falsos médicos, alegando urgência na realização de exames hospitalares.

“Eles ligavam como médicos nos hospitais, diziam que queriam o mapa da UTI ou dados de pacientes internados na UTI. Pegavam o contato do familiar responsável pelo paciente, se identificavam como médico e falavam todas as informações do prontuário. A família acreditava que estava falando com o médico”, disse a delegada.

“Criavam uma situação de pânico, falando que a vítima teve um agravamento e se o exame não fosse feito o mais rápido possível, podia não resistir. Já davam a solução, apresentando uma clínica e o número da conta para depositar o dinheiro”, completou.

O delegado da Derf de Rondonópolis, Gustavo Colognesi Belão, informou que tanto as contas bancárias quanto os estelionatários foram identificados como de Rondonópolis. “As contas bancárias são de Rondonópolis. Essas quatro pessoas de fora da cadeia forneciam contas e auxiliavam os presos na aplicação da fraude”, disse.

A delegada Karina Correia informou que todos serão indiciados por crimes de estelionatos e associação criminosa.

 


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