14/06/2016 às 11h11min - Atualizada em 14/06/2016 às 11h11min

Quatro presos que ordenaram ataques em Mato Grosso serão transferidos

G1 MT
Cristina Mayumi/TVCA

Os quatro presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), que teriam organizado e comandado os ataques do final de semana em Mato Grosso, devem ser transferidos de Cuiabá. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), os quatro detentos foram isolados depois de serem identificados e não voltam mais para a unidade prisional. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14).

Por questões de segurança a secretaria não divulgou para onde os presos serão levados e nem a data da transferência. Pelo menos cinco cidades mato-grossenses foram alvos de ataques entre sexta-feira (10) e domingo (12). Os ataques teriam sido ordenados por detentos como represália à greve dos agentes penitenciários no estado.

Os presos, identificados como Reginaldo Aparecido Moreira (mentor da onda de ataques), João Luiz Baranosk, Reginaldo Silva Rios e Carlos Alberto Vieira Teixeira, foram indiciados por organização criminosa e crime de incêndio. Eles respondem por assalto a banco, roubo, tráfico e homicídio.

Ataques
Os ataques ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande, Primavera do Leste e Barra do Garças. Na capital três ônibus foram incendiados, agentes penitenciários foram alvos de atentados, além de tiros que foram disparados contra prédios e bases da polícia. Uma viatura da PM, uma Kombi e dois carros que pertence ao sistema prisional também foram incendiados.

Prisões
Além dos quatro detentos que foram identificados como os organizadores dos ataques, a polícia prendeu, até este domingo, 16 pessoas que teriam envolvimento nos casos. No sábado, 14 pessoas foram presas, sendo 10 em Cuiabá e Várzea Grande, e outras quatro em Primavera do Leste, onde foram queimadas uma viatura desativada da Polícia Militar e um veículo utilitário.

No domingo, policiais militares de Barra do Garças prenderam duas pessoas suspeitas de atear fogo em duas viaturas do Sistema Socioeducativo do município. A Sesp diz que continua as investigações para identificar novos participantes dos ataques.

Greve
Os servidores querem que o estado pague a recomposição total da inflação de 2015, de 11,28%. Após se recusar a fazer esse pagamento, sob a alegação de que não tinha dinheiro em caixa, o governo apresentou três propostas para o funcionalismo público - aproximadamente 30 categorias entraram em greve desde maio no estado. Duas delas foram recusadas e a terceira, apresentada nesta sexta, ainda está sendo analisada pelos grevistas.


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