05/05/2012 às 09h21min - Atualizada em 05/05/2012 às 09h21min

Saída de delegado da operação Pró-Vita não teve pressão externa, diz PF

Olhar Direto
Ronaldo Couto

A saída do delegado Bruno Rodrigues dos Santos, da direção da delegacia da Polícia Federal (PF) de Barra do Garças, não teve nada a ver com pressão externa. Essa foi a afirmação do delegado Vinicius Borges, que responde interinamente pela PF em Barra, ao ser indagado sobre Bruno.

Borges disse que não é transferência, chamou de missão a nova atividade de Bruno em outro Estado e negou que tenha alguma relação com o episódio entre Bruno e o advogado Paulo Lacerda, no final da Operação Pró-Vita, em março de 2012.

Vinicius explicou que Bruno já estaria há cinco anos em Barra do Garças e que normalmente a PF faz rodízio entre os policiais federais de uma cidade para outra.

“Não existe isso. O Bruno está em missão em outra cidade”, frisou.

A saída do delegado Bruno aconteceu logo após Lacerda questionar a condução da investigação por parte do Bruno e do promotor Marcos Brant na Pró-Vita, realizada dia 09 de março, para desbaratar um suposto esquema de venda ilegal de remédios e prática de abortos no hospital municipal de Barra do Garças.

Na época, Lacerda disse que não havia provas contra o médico Orlando Alves Teixeira e desafiou o delegado e o promotor a provarem a participação do médico nos 30 abortos mencionados.

O advogado alertou que iria representar contra Bruno na corregedoria em Brasília e na Procuradoria contra o promotor Marcos Brant por suposta coação de testemunhas.

Bruno não quis falar sobre o assunto. Brant negou qualquer coação por parte do Ministério Público ou da Polícia Federal nessa investigação e reafirmou existir provas testemunhais e gravações contra o médico investigado.

O delegado Vinicius não quis informar para qual Estado seguiu Bruno e que a direção da PF de Barra será definida pela Superintendência em Cuiabá. 


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