24/02/2016 às 13h48min - Atualizada em 24/02/2016 às 13h48min

Polícia fecha centro de estética em que garotas atendiam seminuas

G1
Midia News

Uma casa de estética do centro de Florianópolis foi fechada pela Polícia Civil na tarde de segunda-feira (22) suspeita de funcionar como casa de prostituição. Outras quatro salas comerciais que funcionavam para programas sexuais também foram localizadas pela polícia.
Esta é a segunda batida em casas de prostituição em uma semana, uma casa de massagem foi fechada na última quinta (18).

Conforme a delegada Michele Corrêa, um inquérito policial sobre prostituição na capital catarinenses, de cinco volumes, aberto em abril de 2015, está em andamento. Os locais funcionam com alvarás de fachada, como outros comércios.

No centro de estética, a proprietária, nove garotas de programa e um cliente foram para delegacia. Segundo a delegada Michele Corrêa, o local funcionava na cobertura de um prédio da capital e emitia nota fiscal como centro de estética e possibilitava aos clientes o pagamento dos programas com o cartão de crédito.

Depois de receber denúncias, os policiais foram ao local e encontraram a dona da casa e uma secretária em uma sala de espera. Em outra sala, estavam equipamentos de massagem antigos sem funcionamento. Além disso, havia nove quartos, onde garotas de programa nuas ou só de calcinha usavam apenas jalecos para atender clientes.

Sem flagrante

Não houve prisão em flagrante, a dona do local, as garotas e o cliente foram ouvidos pela polícia. Ela pode responder por dois crimes: manter casa de prostituição e exploração sexual. As prostitutas e o cliente devem ser testemunhas do crime”, explicou a delegada.

Conforme Michele Corrêa, a proprietária pode pegar até 10 de prisão se os crimes ficarem provados. Segundo a Polícia Civil, o centro de estética não tinha alvará da prefeitura e estava com a autorização da Vigilância Sanitária vencida.

No local, os técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) encontraram preservativos e outras evidências que provam a prostituição. “Na casa de estética, não vendiam nem bebida, então, fica provado que para pagar um aluguel de uma cobertura no centro de Florianópolis, só podia haver exploração sexual”, declaro Michele.

Em uma sala comercial, havia uma maca e um sofá

Policial se passa por cliente

A Polícia Civil também flagrou o uso de quatro salas comerciais em um prédio do Centro de Florianópolis, usadas para programas sexuais. Um policial civil se passou por cliente para conseguir abordar as garotas de programa. Oito jovens foram levadas para delegacia.

Segundo Michele Corrêa, uma das salas não tinha sequer camas. “Encontramos apenas dois colchões no chão, onde eram recebidos os clientes. Em outra havia apenas uma maca e um sofazinho. As empresas idôneas que funcionam no prédio reclamaram para nós que era complicado o grande movimento de homens no local”, relatou.


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