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25/01/2016 às 08h43min - Atualizada em 25/01/2016 às 08h43min

Após 'apagão' no olho, mulher muda alimentação e emagrece 45 kg

G1

Mesmo incomodada com comentários maldosos e a imagem que via no espelho, a gerente comercial brasiliense Flávia Gonçalves Pereira, de 34 anos, precisou passar por um problema de saúde para se motivar a emagrecer quase 45 kg. A mulher, que tem 1,58 metro de altura e chegou a atingir 110 kg, sofreu um "apagão" no olho esquerdo. Exames apontaram que o excesso de peso havia diminuído a oxigenação cerebral, e ela decidiu mudar radicalmente a rotina.

"Eu era uma bola. Me sentia muito mal, chorava, me deprimia, tudo isso escondido na frente da família e dos amigos. [Na frente deles] eu sorria e comia muito para compensar a dor. Eu era completamente sedentária, zero atividade física, preguiçosa, tinha uma alimentação desregrada com muito fast food, salgadinhos, bebida alcoólica, eu amava cerveja", lembra.

Um dia, voltando para casa depois de visitar uma amiga, eu senti que o meu olho esquerdo apagou. Fiquei desesperada na rua, eu estava sozinha e pensei 'estou ficando cega'. [...] Por ser obesa, minha saturação estava ruim e ocasionou isso, pensei 'é a gota d'água, sem condições, não posso mais viver assim'.' Foi ai que a minha vida mudou"

Flávia Gonçalves Pereira

"Um dia, voltando para casa depois de visitar uma amiga, eu senti que o meu olho esquerdo apagou. Fiquei desesperada na rua, eu estava sozinha e pensei 'estou ficando cega'. [...] Por ser obesa, minha saturação estava ruim e ocasionou isso, pensei 'é a gota d'água, sem condições, não posso mais viver assim'.' Foi ai que a minha vida mudou."

Desempregada na época, Flávia começou a caminhar durante uma hora todas as manhãs perto de onde mora, em Samambaia. Além disso, adotou um cardápio mais saudável e passou a comer de três em três horas. "Tudo o que engordava", segundo ela, foi excluído da alimentação. O resultado veio rapidamente: ela perdeu 20 kg em 40 dias.

"Eu não acreditava, roupas folgadas, eu estava muito feliz. Aumentei então mais uma caminhada no dia, com duração de uma hora à tarde. Eu estava desempregada e não tinha como pagar academia", diz. "Com o passar dos dias as coisas foram acontecendo. Uma amiga me ajudou muito, pois seu esposo era nutricionista e me avaliou e prescreveu uma dieta com a qual eu consegui eliminar mais 25 kg, ganhando massa magra também."

A gerente comercial, que foi uma criança magra e começou a engordar na adolescência, lembra que as pessoas não a reconheciam na rua. Pouco depois, ela conseguiu liberação para fazer cirurgia reparadora pela rede pública e colocou silicone nos seios, além de retirar o excesso de pele. Vendo o manequim passar de 52 para 38, Flávia conta se sentir bem mais confiante.

"O que me incomodava era o fato de me sentir diferente das outras pessoas, era como se eu fosse 'deficiente'. eu chorava muito. O bullying, ele é constante para a pessoa obesa, eu sofria isso o tempo todo, até mesmo por parte dos 'amigos'. [...] Quando eu esbarrava em algo e quebrava, diziam 'tinha que ser a gorda'. Uma amiga falou uma vez 'não pula na piscina, senão a água vai sair toda'. Isso na frente de uns 20 amigos", diz.

A mulher afirma que mantém uma rotina semelhante à de quando começou a dieta, em janeiro de 2013. Pão de queijo, bolo, doces, bebidas alcoólicas, hambúrguer e pizza seguem fora do cardápio. Além disso, ela faz 40 minutos de musculação todos os dias, além de fazer meia-hora de esteira e aula de dança.

"A redução de peso me ensinou que prazeres momentâneos não valem a pena. No meu caso, comer era um vício. O prazer maior está em me sentir bem, feliz, saudável e bonita", explica. "Eu, na verdade, parei de comer muitas coisas que me faziam mal. Sendo assim, não foi sacrifício, porque se me fazia mal. Não me faz falta, em momento algum eu tive recaída. Hoje me conheço e sei os meus limites."

Obesidade

A obesidade mórbida (quando o Índice de Massa Corporal está acima de 40) é considerada como doença crônica e inflamatória pela Organização Mundial de Saúde. A taxa é obtida dividindo o peso da pessoa pelo quadrado da altura dela. No caso de Flávia, o valor chegou a 44.

De acordo com a OMS, a obesidade mórbida pode causar outras doenças, como diabetes, hipertensão e cardiopatias, que, se não forem tratadas, podem levar à morte. Dados da Secretaria de Saúde apontam que 4% da população do Distrito Federal apresenta o quadro.

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