10/01/2017 às 18h15min - Atualizada em 10/01/2017 às 18h15min

Advogados afirmam que casal é inocente e pedem nova investigação do assassinato de italiano em MT

Araguaia Notícia

Os advogados que defendem Tatiane Lourenço e Célio Mariano, acusados do assassinato do italiano Alessandro Carrega Dal Pozzo, 63 anos, morto em Barra do Garças no ano passado, concederam entrevista na terça-feira (10/1) onde disseram que o casal é inocente e anunciaram que vão pedir uma nova investigação sobre a morte de Alessandro que trocou a Itália pelo Brasil onde se tornou fazendeiro.  

O advogado Sandro Saggin reiterou que o casal acusado foi solto e o inquérito remetido pelo Ministério Público para delegacia para produção de mais provas. “Nós achamos que a investigação foi concluída de forma precipitada até mesmo pela repercussão do caso com pressões do Governo do Estado e Consulado Italiano”, frisou Sandro, que deu entrevista acompanhado dos advogados Paulo Henrique e Luciano Justino que atuam na defesa do casal.

Tatiane era esposa do italiano e há pouco havia se separado dele e estava morando com Célio. O casal chegou a ficar preso durante as investigações mas foram soltos no mês passado.

Sobre as investigações, Sandro disse que o italiano pode ter sido assassinado por outra pessoa. “Devido ao patrimônio elevado da vítima e seguindo o que o juiz Sérgio Moro comentou que devemos seguir o rastro do dinheiro a polícia pode chegar a outras pessoas que de repente tinham interesse na morte de Alessandro”, frisou Sandro.

As provas apresentadas contra Tatiane e Célio, em que três testemunhas teriam comentado na polícia que o casal eram os mandantes ou autores do homicídio inclusive uma testemunha sem rosto, os advogados de defesa disseram que são provas vagas e que podem cair no curso do processo.

Eles questionaram que as pegadas que estão sendo colocadas que são de Tatiane pode realmente ser delas mas ela tinha um convívio com a vítima até dois meses antes do crime. A questão dos filhotes dos cachorros do italiano estarem agora na casa de Célio, os advogados informaram que foram retirados com autorização da polícia.

“Uma das testemunhas mudou no mínimo dez vezes o seu depoimento e pode não ter validade perante a justiça”, frisou o advogado Luciano Justino.

O advogado Paulo Henrique criticou a questão da testemunha sem rosto que aparece no processo que teria comentado que ouviu Tatiane falando que a situação do crime não daria certo. “É estranho alguém ir trocar um ar condicionado na casa de uma pessoa e de repente prestar atenção em tantos detalhes assim”, completou.

Sobre a questão da disputa de bens que está sendo colocado como motivo do assassinato porque Tatiane não estaria querendo devolver os bens do italiano. Sandro refutou.  “Já tinha uma partilha de bens celebrada na justiça e caso ela quisesse alguma coisa contra o italiano teria feito antes de ir para justiça que ela ficaria com tudo”, explicou o advogado.

Os advogados querem que outras pessoas sejam investigadas no processo que teriam mais interesse na morte do italiano até mesmo do que o casal ora investigado.

No passado, Alessandro recebeu um castelo que era da mãe de Napoleão Bonaparte que foi vendido para o governo italiano, e com o dinheiro ele adquiriu propriedades no Uruguai e posteriormente no Brasil. Quando saiu da Itália, Alessandro abandonou o título de conde e marques e veio para o Brasil onde se tornou fazendeiro no Mato Grosso. 

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