06/01/2017 às 18h38min - Atualizada em 06/01/2017 às 18h38min

Jovem que deu "salto mortal" e precisa de UTI pode vir para Barra do Garças

Gazeta Digital

O adolescente Marcos Vinícius Alves Ferreira, de 15 anos, que ficou paraplégico em julho do ano passado após dar um "salto mortal" em um córrego de Querência (946 quilômetros ao Norte de Cuiabá), onde a família dele mora, completou seis meses de alta da UTI do Hospital São Benedito, em Cuiabá, mas não pode ir embora para casa porque o Estado não providencia Home Care para o adolescente, apesar da Justiça já ter determinado isso.

O Home Care é o atendimento em casa, com máquinas e profissionais necessários para o tipo de tratamento que o paciente precisa.

A mãe, que no dia 16 de dezembro gravou um vídeo fazendo um apelo às autoridades locais, afirma que ainda não teve qualquer resposta do Estado.

"Ninguém me ligou, ninguém nos informou nada, estamos na estaca zero", lamenta. "E já estou entrando em depressão e meu filho também. Hoje a primeira coisa que ele me perguntou, quando me viu, é se eu tinha notícias disso".

Marcos ficou paraplégico, mas logo após a cirurgia, na sequência do acidente, o quadro de saúde dele estabilizou. Atualmente tem traqueostomia, por isso dificuldade para falar. No entanto, se alimenta, de comida normal, está lúcido e ansioso para voltar para casa.

Sheila explica que, para Querência, eles não vão poder voltar porque na cidade não tem UTI e a mais próxima de lá que tem leitos intensivos é Barra do Garças (509 quilômetros a Leste de Cuiabá). "Vamos nos ajeitar em Barra. Temos parentes e amigos que vão nos ajudar", garante a mãe. Isso quando o Home Care for autorizada.

"Passamos por muitas dificuldades, meu filho, com 15 anos, de saudável a paraplégico, é triste", lamenta ela, que caminha da casa de apoio onde fica até o hospital São Benedito todos os dias para visitá-lo. Vai e volta. "Estamos cansados, me ajudem", apela.

Eles tinham a esperança de passar Natal e Reveillon já em Barra. 

O GD, que já havia anunciado o sofrimento deles antes, tentou novamente saber da Secretaria de Estado de Saúde (SES) porque está demorando tanto para "sair" o Home Care de Marcos. Mas informação é a de que a Casa Civil ainda está verificando a possibilidade de atender o paciente.

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