11/11/2016 às 19h24min - Atualizada em 11/11/2016 às 19h24min

Servidores da UFMT fecham entradas de campus em protesto

G1 MT

Os servidores administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que estão em greve há 18 dias, fecharam, nesta sexta-feira (11), as duas principais entradas de acesso ao campus de Cuiabá, em protesto contra a PEC 55/16, que prevê o congelamento dos investimentos públicos em todas as áreas, incluindo educação, pelos próximos 20 anos. A UFMT informou, por meio de assessoria, que respeita a greve dos profissionais.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFMT (Sintuf), Fábio Ramirez, afirmou que os manifestantes estão impedindo a entrada de veículos, mas que o acesso à universidade pode ser feito a pé.

“As pessoas podem acessar a UFMT a pé. As guaritas estão bloqueadas para a entrada de veículos. As aulas foram suspensas. A universidade está praticamente parada”, declarou. A UFMT, no entanto alegou que as aulas estão sendo ministradas.

Ele questiona a eficácia dessa lei no controle dos gastos públicos. “Essa é a PEC que limita gastos nas áreas sociais. A PEC não questiona os 45% do orçamento [do governo federal] que são gastos para pagar a dívida pública da União. A consequência direta da PEC é o corte direto na educação. Serão 20 anos sem investimentos na educação. É o desmantelamento da educação pública”, argumentou Ramirez.

Devido à greve, o zoológico da UFMT não está aberto à visitação, o Hospital Veterinário reduziu o horário de atendimento, o complexo esportivo da instituição está fechado, assim como o parque aquático do campus.
Ao todo, serão 2.700 servidores em greve nos campi de Rondonópolis, Barra do Garças e Sinop, além de Cuiabá.

PEC
Aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 26, a PEC 241 recebeu nova numeração ao passar a tramitar no Senado, sob a numeração de PEC 55.

Tida como prioridade pelo governo do presidente Michel Temer para reequilibrar as contas públicas, a PEC foi aprovada pela Câmara em segundo turno, por 359 votos a 116 (e 2 abstenções) e, agora, passará a ser analisada pelo Senado.

Por se tratar de uma emenda à Constituição, para entrar em vigor, o texto precisa do apoio de, pelo menos, três quintos dos senadores (49 dos 81). Se os parlamentares aprovarem algum tipo de mudança no texto original, a PEC retornará à Câmara.

O prazo final de tramitação da proposta no Senado é até o dia 13 de dezembro.

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