29/07/2016 às 10h15min - Atualizada em 29/07/2016 às 10h15min

Professores da UFMT cobram reajuste salarial em ato e sinalizam greve

Circuito MT

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) sinalizam com a possibilidade de nova greve em cobrança à aplicação de reajuste de 28,86% nos salários. Na manhã desta quinta-feira (28), um grupo de docentes se reuniu em frente à reitoria do campus de Cuiabá para exigir da reitora Maria Lúcia Cavalli Neder a efetivação da correção.

“A reitora está protelando a implementação desse direito, alegando que precisa de autorização da Procuradoria da Advocacia Geral da União que, também está protelando a decisão”, disse Reginaldo Araújo, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat).

A autorização da Justiça para aplicação do reajuste foi proferida em 1996, após os professores ingressarem ação com pedido de extensão de aumento concedido a policiais militares, em 1993, pelo governo federal.

No ato de hoje, os professores cobram que os 28,86% sejam aplicados a toda a categoria, cumprindo o direito de isonomia. À época da decisão judicial, a UFMT tinha 925 docentes no quadro de contratados, hoje o número está 2.666. Conforme a Adufmat, o reajuste vem sendo aplicado ao número de professores em atividade em 1996, o que vem causando discrepância na renda entre servidores com a carga horária. “Há professores que recebem até R$5 mil a mais que colegas que exercem a mesma função”.

Greve

As aulas da UFMT foram retomadas há cerca de nove meses após um período de 139 de greve iniciada em maio de 2015 e a maior da instituição, em cobrança ao Ministério da Educação (MEC) para correção dos salários, cobrindo a média inflacionária, e a estruturação de um plano de carreiras.

A parada voltou a atrasar o calendário escolar, que tinha entrado em contagem regular no ano passado, quando terminou o período de reposição de aulas, programado devido à greve de 2012, a segunda maior da história da universidade.

Durante o movimento, cerca de 20 mil alunos e 1.740 docentes ficaram sem atividades nos campi de Sinop, Barra do Garças, Cuiabá e Rondonópolis.

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